Vida: Virginia Woolf cresceu numa família vitoriana com importantes conexões sociais e artísticas. Desde cedo com um gosto especial pela escrita, ainda em criança criou um jornal onde documentava histórias engraçadas da sua família. Aos 13 anos Virginia é confrontada com a morte da mãe e, sendo dona de uma personalidade depressiva, a futura escritora sofre um colapso nervoso. Nos anos seguintes lidaria com a morte de mais dois irmãos e do pai, mortes que acompanhariam as suas memórias para sempre.
Em 1905 iniciou a sua carreira profissional a escrever crónicas para o The Times e em 1915 publicou o primeiro romance de uma longa carreira dedicada à escrita. Introduzindo novas ferramentas literárias e perspetivas incomuns numa prosa de associação livre, Virginia Woolf tornou-se uma escritora inovadora e influente que inaugurou, a par de James Joyce e William Faulkner, a literatura moderna.
Dona de uma linguagem excecional, Virginia Woolf escreveu romances, contos e cartas dramáticas que examinam o subtexto das relações humanas e exploram “o eu em constante mudança”. Em 1941, a meio da Segunda Guerra Mundial, a depressão voltou a assolar a escritora e esta suicidou-se ao mergulhar no rio Ouse com o sobretudo cheio de pedras. Tinha 59 anos.
Família: Virginia casou com o também escritor Leonard Woolf em 1912. Os dois fundaram uma editora, a Hogarth Press, que publicou trabalhos de Sigmund Freud e T. S. Eliot, entre outros.
Curiosidades: Virginia Woolf foi uma acérrima feminista que estudou profundamente o papel das mulheres na literatura.
Ficção/Media: Mrs. Dalloway (1925) é o romance mais aclamado de Virginia Woolf. O livro serve de base ao filme “The Hours” (2002), com Nicole Kidman no papel de Virginia Woolf.
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Não há barreira, trave ou ferrolho, que possas impor à liberdade da minha mente.